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ALEXANDRE JOSÉ MARIA DOS SANTOS nasceu a 18 de Março de 1924, em Cabo Doho, Regulado Mavila, Distrito de Zavala, Província de Inhambane. Fez o ensino primário nas Escolas de Mavila, Chambá e Mocumbi, todas ao tempo pertencentes a Missão de São Francisco de Assis de Mocumbi, em Inharrime, tendo concluído a 4ª classe do ensino primário no ano lectivo de 1938.

Em Setembro de 1939 deu entrada no Seminário Menor de Maria Imaculada de Amatongas, na actual Província de Manica, onde fez o nível básico do ensino secundário, tendo concluído o 5º ano em 1944. Em 1945 seguiu para o Seminário de Kassina, no Malawi (então Niassalândia), onde fez o 6º e o 7º anos (Standard VI & VII), passando, depois, para o Seminário Maior de Kachebere, onde deu inicio aos estudos de Filosofia, que viria a interromper em Maio de 1947, para integrar a peregrinação moçambicana a Roma, por ocasião da canonização de São João de Brito. Durante essa viagem foi Sacristão e Caudatário do Cardeal Dom Teodósio Clemente de Gouveia, Arcebispo de Lourenço Marques, que chefiava aquela peregrinação.

Saído de Roma, de regresso a Moçambique, em Lisboa decidiu entrar para a Ordem dos Frades Menores, o que lhe foi aceite, tendo tomado o hábito franciscano a 07.09.47, data em que iniciou o Noviciado no Convento de Varatojo, em Torres Vedras. Aí veio a fazer a primeira profissão religiosa a 08 de Setembro do ano seguinte, passando então para o Seminário da Luz, em Lisboa, onde completou o Curso de Filosofia e fez a Teologia.

A 25 de Julho de 1953, recebeu a ordenação sacerdotal, que lhe foi conferida por Dom Teófilo de Andrade, Bispo resignatário de Nampula. Depois de um ano de tirocínio pastoral, regressou a Moçambique em Outubro de 1954, tendo celebrado a primeira Missa no País em 03 daquele mês, na Igreja de São José de Lhanguene, em Lourenço Marques, hoje Maputo. Colocado como Coadjutor na Missão de São João de Deus de Homoíne, em Inhambane, aí serviu ate 1958, na animação da catequese, na promoção vocacional e na direcção escolar do ensino indígena, então confiada às Missões Católicas.

Ainda como Coadjutor e com idêntico compromisso pastoral, serviu ainda nas Missões de São José de Móngoè e de Nossa Senhora de Fátima de Jangamo, tendo em 1967 assumido o lugar de Superior da Missão de Nossa Senhora do Amparo de Quissico, onde se manteve ate Janeiro de 1973. Foi então eleito Conselheiro da Custódia Franciscana de Moçambique e nomeado Reitor do Seminário Médio de Santo António de Vila Pery (hoje Chimoio), que albergava então alunos não só da Ordem Franciscana, como das Dioceses de Moçambique que o desejassem.

Assumiu então o propósito de motivar os alunos para uma sólida e integral formação humana, na qual estivessem bem inculcados o amor a Pátria e a disponibilidade de oferta de serviço a Comunidade, independentemente de virem a abraçar ou não o estado eclesiástico. Após o 25 de Abril de 1974, em nome da USAREMO (União dos Sacerdotes e Religiosos Moçambicanos) deslocou-se a Tanzânia, na companhia do Padre Januário Machaze Nhangumbe, para contactos com a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), visando situar o lugar e a actuação da Igreja Católica em Moçambique, no futuro Estado Independente então em marcha para a Independência Nacional. Visitou então diferentes centros da FRELIMO na Tanzânia e reuniu com a Direcção daquele movimento Nacionalista.

Em 27 de Dezembro de 1974 o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de Lourenço Marques, o primeiro Moçambicano e o terceiro na ordem de sucessão. Recebeu a 09 de Marco de 1975 a sagração episcopal, no Pavilhão de Desportos do Sporting Clube de Lourenço Marques (actual Pavilhão de Desportos do Maxaquene), juntamente com Dom Januário Machaze Nhangumbe, agora Bispo emérito de Porto Amélia (hoje Pemba), tendo presidido a cerimónia o Cardeal Agnelo Rossi, Prefeito da Sagrada Congregação para a Evangelização dos Povos. Nesse mesmo dia tomou posse da sua Arquidiocese.

Como Arcebispo de Lourenço Marques assistiu ao empolgante momento da proclamação da Independência Nacional e viveu a angústia dos excessos do processo das nacionalizações, da saída massiva de Missionários e da debandada dos Cristãos, com algumas Paróquias e Comunidades a fecharem. 

Assumindo a interpelação pastoral para os novos tempos, em face daqueles factos, lançou a Pastoral dos Núcleos, como expressão da vivência autêntica da fé, a luz da Sagrada Escritura e da Tradição Africana e como centros de partilha de vida e de auxílio aos mais necessitados. Comovido pela situação em que se encontravam os Refugiados do Zimbabwe, durante a Luta Armada de Libertação Nacional daquele País, criou em favor deles a Cáritas Moçambicana, que depois, a nível interno, criou mecanismos de ajuda para fazer face às situações de emergência que o País atravessou, por motivo de Calamidades Naturais e da Guerra Civil.

Nesta mesma linha veio a criar a CEMIRDE, Comissão Episcopal dos Migrantes, Refugiados e Deslocados, para dirigir o processo de reinserção dos Moçambicanos no final daquela Guerra. Em vista da fixação da Igreja, a partir de pessoal próprio, fundou a Congregação das Irmãs Diocesanas e investiu na formação do Clero Diocesano, que passou de 4 a mais de 20, excluídos os já falecidos e os que deixaram a arquidiocese.

A nível da Conferência Episcopal de Moçambique foi, por diversas vezes Vice-Presidente da mesma, tendo presidido a diferentes Comissões Episcopais e representado a Conferência em diversos eventos regionais e internacionais. Foi também Vice-Presidente da IMBISA, da qual foi Presidente em exercício, por impedimento do titular, Cardeal Owen McCan. Em 29 de Maio de 1988 foi promovido a Cardeal pelo Papa João Paulo II, lugar de que tomou posse, com a imposição das insígnias cardinalícias, a 28 de Junho do mesmo ano, na Praça de São Pedro, em Roma. Em 22 de Fevereiro de 2003, o mesmo Papa aceitou o seu pedido de renúncia do cargo de Arcebispo do Maputo, que formulara por limite de idade, tendo feito entrega do cargo a 27 de Abril seguinte.

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